sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Amazonas, o Rio Mar






Rio Amazonas
o Rio Mar

Lá pras andinas peruanas
cordilheiras vão originar
as águas sumanas cabanas
do Amazonas rio doce mar

Rio, mundão de aguaceiro
é a paixão das navegações
entra no curso brasileiro
já com o nome de Solimões

Maior que o Nilo da África
Amazonas imenso, colossal
centro da bacia hidrográfica
meio a floresta equatorial

Em cada um dos seus pontos
é cheio de grandes atrações
como o belíssimo encontro
do rio Negro com o Solimões

Ali, tripulantes embarcados
e os passageiros no convés
ficam demais maravilhados
vendo o encontro das marés

Amazonas encanto profundo
uma grande avenida fluvial
como maior rio deste mundo
é um volumoso manancial

Larga avenida deslumbrante
onde o ribeirinho pescador
é um conto notável flutuante
em constante tom desafiador

Ali, Garantido e Caprichoso
juram pelo tempo dos fins
viverão um caso amoroso
com a tribo dos Parintintins

Forte correnteza manauara
leva a cada homem, mulher
fé, esperança a Itacoatiara
Juritizando Óbidos, Alenquer

Por ali, cada vivo pescado
seja Jaraqui ou Tambaqui
ah, é muito bem saboreado
com a Farinha de Piracui

Ah, meu menino ambientalista
certo alguém sente arrepios
lembrando casa de maquinistas
de cada um dos teus navios

Eu conheço certo farinheiro
que pelas calendas de Belém
lembra o tempo de marinheiro
navegando o céu de Santarém

Santarém, um amazônico conto
é presente que Deus deu a nós
começando pelo lindo encontro
do Amazonas com o Tapajós

Via Fluvial dos Navegadores
dos Passadissos, Lemes, Timões
grandes balsas, empurradores
tantas outras belas embarcações

Ali, os navios e as canoinhas
dizem que Monte Alegre é, sim
sumana dos Paranás, de Prainha
do Forte de Gurupá, de Almeirim

Em cada parte que a gente anda
do Peru até os rumos de Afuá
correnteza sempre envia, manda
vida de afluentes como o Juruá

Correntezas das mais espantosas
quase impossível de comentar
geram pororocas estrondosas 
pras bandas do Atlântico Mar

E o Amazonas de cada paragem
do Xingu, Madeira, Nhamundá
leva o encanto da sua margem
pros rumos de Macapá, Amapá

A vida que vai beirando leitos
sabe que o Purus, e os Corumuns
são irmãos de brevenses estreitos
de estirões dos meus Tajapurus

Solimões Amazonas tão amados
falam com suas Águas Fluviais
que dois grandiosos Estados
são mais que irmãos fraternais

Dizem que o povo amazonense
pela Floresta, Várzea, Igapó...
sim, é sumano da gente paraense
Testemunhas? Ventos do Marajó

Rio que no remanso da maresia
tem o dom de se comunicar bem
utiliza os seus afluentes e a baia
pra suas águas chegarem a Belém

Afluentes como o Jari, Trombetas
enviam através da embarcação
recados dramáticos ao planeta
A Floresta Precisa de Preservação

Eita Amazonas rio romântico
quantas vezes eu ao te navegar
dizia que pra mim és um Atlântico
te comparando ao grande mar

Hoje, o teu aprendiz de poeta
viaja numa outra embarcação
vai farinhando numa bicicleta
embarcado na doce recordação

Jetro Fagundes
Farinheiro Marajoara


Um comentário:

Lima Rita disse...

Gosto demais do seu trabalho!