quinta-feira, 28 de julho de 2011

Ponta de Pedras, a Princesinha do Marajó




Ponta de Pedras,
a Princesinha do Marajó

PONTA DE PEDRAS a todos enternece
tem a Praia de Mangabeira, do amor
por ali o mano Vento nunca esquece
Dalcídio Jurandir, Marajoara escritor

Mais ou menos três horas navegando
saindo de Belém, porto do Arapari
você chega sonhando e carimbolando
lá nas terras do camarão, do açaí

Cidade de gente festeira, animada
cada Pedra sua que aflora na maré
diz que alí é o Portão de Entrada
pro Marajó do Vento, um papa chibé

Ponta de Pedras de um popular ditado
que em cada esquina se pode ouvir:
"Depois do Açaí e Camarão saboreados
o único jeito que tem é você dormir"

Casa Cabocla, campos e Personalidades
todos sabem que é pras bandas dalí
que se faz festa para sua magestade:
o marajoara querido, nosso sumano Açaí

Ponta de Pedras linda e folclorista
tem um povo bem pra lá de anfitrião
que sabe acolher visitante, turista
em singelo e caloroso aperto de mão

Região serena, de cativante natureza
se orgulha das coisas belas que tem
começando nas canoas e correntezas
dos rios como Marajó-Açu e Armazém

Ponta de Pedras das áreas costeiras
tem Praia Grande fonte de inspiração
e a famosa, conhecidíssima Mangabeira
linda, doce que nos apaixona de montão

Mangabeira que é bastante procurada
a sua relação bem íntima com o mar
nos convida para uma longa caminhada
com a sensação de flutuar, de levitar

Por alí, onde tudo é demais bonito
você pode tranquilamente saborear
uma boa água de côco, ou peixe frito
com nada, nada mesmo a se preocupar

Ah, Ponta das Pedras das "RIBANCEIRAS"
Dalcídio Jurandir que nunca partiu
fala que "CHOVE NOS CAMPOS DE CACHOEIRA"
no "MARAJÓ" em 'TRÊS CASAS E UM RIO"

Extraordinário socialista paraoara
Dalcídio Jurandir, popular escritor
soube traduzir a vida dos Marajoaras
nos livros que escrevia com candor

Ponta de Pedras de uma gente criativa
no artesanato e nos espaços culturais
tem Cerâmica Marajoara representativa
que decifra as importâncias regionais

Jetro Fagundes
Farinheiro Marajoara

Observação:
As citações em letras maiúsculas,
na décima primeira estrofe
são algumas das obras do escritor marajoara
Dalcídio Jurandir de Ponta de Pedras


3 comentários:

Jetro Fagundes disse...

Não é somente a memória
de Dalcídio que nos
emociona em Ponta de Pedras.
Tantas coisas ali nos comove,
o aperto de mão é um deles,
pois é algo caloroso;
o sorriso dos navegantes
daquele lugar, muito mais.
E sem falar de Mangabeira
que dispensa comentários.

Um poeta aqui de verdade faria
coisas antológicas inspirado
nesse lugar cativante.
Mas as farinhas que vendo,
elas sabem que fiz o possível
pra que saisse alguma coisa
parecida a poesia

E por falar em poetas de verdade,
deixo novamente o agradecimento
à poetisa Juliana Alves,
belíssima amiga de Goiania
que aqui revisou o poema.



E o poema é dedicado aos sumanos
e sumanas de Ponta de Pedras,
gente querida que a toda hora
a gente encontra em vários pontos
da nossa querida Belém do Pará

Reviragita Poesia disse...

Está perfeito Farinheiro.
Lindo!

Vou deixar-lhe um poema:

* Paz e Poesia *:
Morna e calma.


A madrugada
tem um gostinho diferente.
Inspira.
Altera o ar.
Tem passos largos, lentos.
Sob o caminho das estrelas,
o glamour da lua.
Ternura e sensibilidade.
Já o mar...
Parece
ainda mais encorpado.
Tem vaga para os poetas.
A madrugada
é um albergue,
terno, confiável.
Súplicas e cansaços.
Magias profundas...
Mecanismos sedutores,
determinantemente
vinculados.

Cecília Fidelli

Ponta de Pedras disse...

Que belo lugar.... Merece até poesia. Muito amável a maneira com que tu descreve Ponta de Pedras.