domingo, 27 de junho de 2010

Ana Mel


Ana Mel

A Amiga da Comunidade


Sinto saudades de você amiga
quando escuto algumas cantigas
na casa do meu camarada Natã
o teu amigo, companheiro e fã

E quando falamos de ACADEPÊ
todas as violas tocam por você
lembrando os tempos de alegria
da nossa Academia de Periferia

Os teus gestos de solidariedade
fazem muita falta na comunidade
nas mais belas das maravilhas:
As ações de vida, amor e partilha

Ninguém esquece a socialista
hospitaleira da João Batista
dando abrigo aos amigos de fé,
se doando desde a hora do café

Você nos lembra a linda brisa
aliviando a dor de quem precisa
de uma palavra amiga, uma canção
ou até mesmo dum pedaço de pão

A tua voz doce, serena, bonita
fez de você a menina favorita
e musa dos amigos verdadeiros
que amam as violas e tabuleiros

Fique sabendo companheira minha
que além de musa tu és a rainha
de todos os tabuleiros de xadrez
fãs, admiradores da tua altivez

E todos os teu fãs, admiradores
ja sabem que tu rendes louvores
ao Deus Eterno, o Senhor da Vida
o protetor de uma gente excluída

Amiga dos sem terra e sem estudo
você que sempre dá jeito pra tudo
continue sendo essa missionária
transformadora, linda libertária

Que você seja a mulher mais feliz
em Ananin, Belém, Caienna ou París.
E é desejo dos companheiros teus
que sempre cantes ao senhor teu Deus

Nunca deixes de ser a auxiliadora
irmã que leva na fé libertadora
uma visão de que bondade e caridade
identificam uma Cristã de verdade

Nunca, jamais deixes a caminhada.
Persevere cada vez mais encantada
sem dar a mínima pra hipocrisia
de quem nem liga pra cidadania

Quando poderes companheira minha
venha cantar uma daquelas modinhas
das belas Rodas de Comunidades
pois as Violas morrem de saudades


Jetro Fagundes
Farinheiro Marajoara

4 comentários:

Raquel disse...

lindissima poesia...
você está de parabéns,poeta!!!

Jetro Fagundes disse...

Taí um pouquinho de alguém que
deixou sua marca na nossa Comunidade, centro de Ananin.
Se trata duma amiga que sempre
tratou com todo carinho e
respeito os mais humildes e os
mais carentes. O sorriso das
crianças, as cordas das violas,
as peças dos tabuleiros de xadrez,
leitos de hopitais, lares visitados e tantas outras coisas
confirmam a falta que ela faz
no nosso meio.
É claro que no poema, que nem poema é,
não me foi permitido dizer que ela é linda, linda, linda e encantada.
Mas não há necessidade, as Violas vivem repetindo isso.
Beijos amiga Ana Mel, apareça
numa dessas horas e toque aquela canção que voce aprendeu em
vinte minutos no primeiro contato
com o violão. Toque a canção do
Vandré, a canção das Flores,
da luta, da vida, da caminhada...

roseni disse...

Parabéns pela pessoa maravilhosa que o poema retrata.Beijos de Rose Maria

Luna Di Primo Cafe Poetico disse...

ai, me deu saudade das rodas de amigos... bjuu