quinta-feira, 18 de agosto de 2011

BREVES, a Capital das Ilhas




BREVES,
a Capital das Ilhas

BREVES dos brevenses pioneiros
família guerreira de muito brio
que originou um povo hospitaleiro
no nosso Parauahu, lendário rio

Lá onde os Aguidás são vasilhas
que se preparam Açaí no Tajapurú
mora Breves, a capital das Ilhas
filha do meu sumano rio Parauahu

Cidade da linda Avenida Rio Branco
do peixe gostoso, do saboroso Açaí
ah, eu vou te ser aqui bem franco
eu sinto muitíssima saudades de ti

Alí o rio Parauahu todo encantado
vive a vida vendo o Sol parecer
tipo menino apaixonado, enluarado
na poesia do entardecer, amanhecer

Ali também a Lua menina prateada
a pedido dos amantes da navegação
aparece serenamente ensolarada
iluminando a maré de inspiração

Breves do saudosíssimo Externato
um Espaço Cidadão Cristão e Escolar
que na sabedoria do rio, do mato
era verdadeira Universidade Popular

Escola dos mais profundos Estudos
era belo Centro de saber, formação
que nos ensinava sobre quase tudo
e inclusive a arte de ser cidadão

Após o ciclo palmiteiro-madeireiro
a cidade busca a sua reordenação
em dificuldade vive um verdadeiro
tempo consciente de transformação

Sonhando com novas perspectivas
Breves vai em busca de um amanhã
vislumbrando importantes iniciativas
como a reserva ambiental do Aramã

A gente boa dessa Capital das Ilhas
passa dificuldade, mas em compensação
ganha de certos caras de Brasília
nos quesitos honradez, disposição...

Escrevendo sua história com a tinta
avermelhada, cor do Açaí, do coração
o povo de Breves se vira nos trinta
faz de tudo, inventa tudo, é de ação

Povo como um dos muitos guerreiros
Pedro Silva, um Sumano empreendedor
Missionário, lavrador, marinheiro,
poeta da Vida, músico, compositor

Povo humilde valente, alma serena
vive a lição de vida de um irmão
o lendário Lecionador Mané Sena
a quem dedico essa singela canção

E me vindo aquele aperto no peito
batendo que nem batidas do violão
lembro Breves e seu Canal Estreito
Tajapurazando a vida, a navegação

Estreito do Tajapuru e no Ituquara
apesar do maldito truck-system, vil
os explorados ribeirinhos Marajoaras
são verdadeiros anjos na beira do rio

E por ali onde o Açaí é mais gostoso
lá donde Daniel Berg também navegou
o aperto de mão é sincero e caloroso
o povo ama do jeito que Jesus amou

E quando a Viola inquieta me aperta
lembrando Corcovado da Júlia, irmã
recordo o Pracaxi e o barco "O Profeta"
Missionário Marciel da Igreja Cristã

Breves que em cada Arraial ou Vila
tem um casal hospitaleiro acolhedor
que nos lembra de Áquila e Priscila
no dom supremo do verdadeiro amor

Breves, dos barcos e seus barqueiros
dos rios e tantos outros santos bens
repito o que diz um teu cancioneiro
"parabéns pelas coisas que tu tens"

"Eita Breves do meu tempo de criança
saudades da Linda Professora Nazaré
e duma outra Mulher Chamada Esperança
Ana Fagundes Cidadã Marajoara de Fé"

Jetro Fagundes
Farinheiro Marajoara


terça-feira, 16 de agosto de 2011

CACHOEIRA DO ARARI, Encanto Marajoara





CACHOEIRA DO ARARI,
Encanto Marajoara

CACHOEIRA DO ARARI, uma jóia rara
no rio Arari é paraíso sem igual
que abriga belo Museu Marajoara
onde tem um vasto acervo cultural

Filha das águas, das corredeiras
e dos guerreiros Aruãs do Pacoval
a cidade do Arari lá da Cachoeira
é de grande pluralidade cultural

Cachoeira do Rio Arari Marajoara
tem algo que nos chama a atenção
Venda do Peixe Pendurado em Vara
na feira livre, e na embarcação

Arari das casas de palhas cabanas
cantadas no Pau e Corda do Carimbó
grupo Sancari, de Zezinho Viana
su homi, sumano caboclo do Marajó

Cachoeira por ser tão apaixonada
pelas coisas relacionadas à canção
A cultura marajoara está retratada
em permanente interativa exposição

E Arari ecoturística uma antologia
oferece abrigo ao Museu do Marajó
que guarda tesouros da arqueologia
achados nos rios, campos, no igapó

Padre Giovanni Gallo, um Italiano
fundou esse Museu com aquela visão
de expor tudo o que nossos sumanos
gostam de fazer e pegar com a mão

O Museu Marajoara muito visitado
tem um vasto acervo em exposição
tudo ali pode ser pegado, tocado
evidentemente com carinho, atenção

Belo Museu dos Marajoaras Cabanos
do grande Nazo do Pavulagem Arraial
considerado pelos caboclos sumanos
o mais lindo patrimônio cultural

Arari por ser um recanto encantado
em cada sua esquina você pode sentir
as letras de um escritor consagrado
marajoara saudoso Dalcídio Jurandir

Pra falar a verdade bem verdadeira
basta a gente de longe pressentir
"Chuvas lá nos "Campos de Cachoeira"
que logo vem lembranças de Jurandir

Lugar dos cantos, "Encanto Caboclo"
ah, quão bom poder galopar por aí
muitos sumanos por ti são loucos
sentem saudades dos ares do Arari

Muita gente de Icoaraci, Pedreira
que habita dentro ou fora do Pará
sonha rever os Campos de Cachoeira
e tomar banho de Chuvas sem parar

E o tempo inteiro sonha, imagina
poder voltar um dia pra mergulhar
pulando lá no Lago da Diamantina
depois atar uma rede e se balançar

Hospitaleira e pra lá de bonita
muita coisa se saboreia no Ararí
Carne de Sol, Linguiça bem Frita
no sossego do Caracará, do Aranaí

O Cardápio variado tem Canhapira
e caldeirada com tucupi e tamuatá
e tem também bolinho de traíra
do Caruará, do Camará, do Mauaná

Jetro Fagundes
Farinheiro Marajoara


sábado, 13 de agosto de 2011

CHAVES, o Paraíso Marajoara





CHAVES,
o Paraíso Marajoara

CHAVES mais parece uma miragem
com tantas belezas nessa região
praias lindas, natural paisagem
grandes árvores, rica vegetação

Cidade maravilhosa, encantada
que pela oceânica localização
é considerada a mais ventilada
na amazônica marajoara região

A praia, uma dádiva, presente
lembra a forma de um vivo telão
além da originalidade existente
tem seis quilômetros de extensão

E por ser um presentão tamanho
a vontade enorme que ali se tem
é de ficar o dia todo no banho
sem lembrar de nada, de ninguém

Chaves em toda sua grande orla
lembra certa melodia sentimental
na cantoria, nas rodas de viola
em clave de sol, de mar, de lual

Por ali onde tudo tem mais beleza
você pode muito bem experimentar
um dedo de prosa com a natureza
conversar com ela até o sol raiar

Chaves da beleza impressionante
as suas paisagens é cenário ideal
pra todo cidadão amigo visitante
apaixonado pelo turismo ambiental

Por ali a gente diz pra Caviana
sua beleza incomparável é igual
aos encantos da menina Mexiana
com praias e vasta área campal

Lá você vive um tempão esperando
certo fenômeno incrível estrondar
e vai viver toda vida pororocando
nos sonhos, nos versos, no cantar

Em Chaves, tu navegas pororocando
nos estrondos onde você pode surfar
vendo o Atlântico cumprimentando
nosso respeitado Amazonas, Rio Mar

E além do fenômeno da Pororoca
Chaves é um lugar tão especial
que pelo arroz, milho, mandioca
quase todos moram na área rural

E pra quem busca um doce aconchego
ambiente de tranquilidade, de paz
por ali encontra além do sossego
ruas formadas por campos naturais

Região dos vastos campos bubalinos
vista de cima fica aquela impressão
que realmente foi feita pelo Divino
com aquela Mão de Artística Criação

Chaves é um Paraíso Verdadeiro
onde o povo no seu real valor
todo ano faz festa pro vaqueiro
e pro marajoara sumano pescador

Jetro Fagundes
Farinheiro Marajoara

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

CURRALINHO, a Península Marajoara




CURRALINHO
a Península Marajoara

CURRALINHO aconchego do carinho
nas praias e festivais do Açaí
tem sempre reservado um cantinho
a todos que se achegam por ali

Lá onde as águas são instrumentos
de constantes comoventes desafios
a gente se depara com sete ventos
desaguando com sumanos sete rios

Por ali sete bocas a todo instante
são vozes de inquietas populações
ribeirinhas, irmãs dos navegantes
que se comovem com tantas aflições

Por isso que a cidade de Curralinho
lugar do estuário da contraposição
tem gente valente de muito carinho
cheio de candura e tanta indignação

Península da beleza, da exuberância
Cidade de uma brava gente de bem
fica a poucas horas de distância
do Ver-O-Peso da Morena de Belém

Curralinho tem lugares encantadores
como Prainha que refresca o coração
dos visitantes e de seus moradores
principalmente no período do verão

Apesar das dificuldades, carências
geradas por improbidade, má gestão
a população adquire a consciência
que a solução está na preservação

Estar nesse lugar é muito gostoso
pois o presente e futuro é provar
o Camarão pra lá de saboroso
e o Açaí, complemento alimentar

Sumano Açaí também tem seu dia
reservado nas festividades dali
onde o próprio rio Pará se delicia
com bolo, sorvetes, pudins de Açaí

Festival do Açaí lá em Curralinho
é coisa pra não se esquecer jamais
tem aguidá, vinho na hora fresquinho
concurso pra ver quem bebe mais

Majestosa menina linda folclorista
dos grupos representativos locais
e tem Mulheres do Paxiuba Artistas
que apresentam os seus potenciais

Curralinho da Vila Recreio encantada
saudades dos meus tempos de navegação
este poema vai pra tua gente honrada
que detesta picaretagem, corrupção

Gente pobre, mas honesta, verdadeira
mãos limpas no rio Pará, rio Piriá
que fazem paneiros, cestos, peneiras
e preparam o Açaí em bacia de aguidá

Curralinho das imponentes palmeiras
imperiais, soberanas como as do Açaí
pra tua gente guerreira hospitaleira
é que dedico esse singelo poema aqui

Jetro Fagundes
Farinheiro Marajoara

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

GURUPÁ, do Forte Marajoara





GURUPÁ
,
do Forte Marajoara

GURUPÁ no rio Amazonas admirável
tem nas unidades de conservação
Áreas de desenvolvimento sustentável
e gente boa, marajoara de coração

Antes dos tempos da Independência
embarcações do Amazonas, rio mar
já faziam respeitável reverências
pra Gurupá, um encanto de lugar

Ribeirinha, menina singela pacata
essa cidade tem a plena convicção
do valor das águas e virgem mata
sendo companheira da conservação

Gurupá fortaleza, é guerrilheira
que não se entrega a vil ambição
das insanas predadoras madeireiras
inimigas número UM da preservação

E apesar das enormes dificuldades
o irmão de Gurupá é gente que faz
pois luta com ética, integridade
ama a sua região e resiste na paz

Cidade das reservas extrativista
do contexto histórico socioambiental
dentre seus defensores ativistas
tem Edgar Pantoja poeta intelectual

Edgar como porta voz da mãe terra
sabe que a paz só irá mesmo reinar
quando destruírem as motosserras
e deixarem o nosso verde respirar

Ali um Forte sabe muitas histórias
sobre caravelas, canoas balsas, naus
pois é passagem mais que obrigatória
de Santarém-Macapá, de Belém-Manaus

Por ali onde a natureza é só orgulho
os manos açaizeiros sempre cantarão
pro sol, pra lua que tomam mergulho
com os ventos, com peixes e camarão

Em Gurupá você se levanta bem cedo
e nem sente falta da rede, do lençol
por que se vai prosear com o arvoredo
filho da águas e de um amazônico sol

Águas que trazem encantos manauaras
ah, somente elas sabem, mais ninguém
que Gurupá é porta que os Marajoaras
abrem pro Amazonas chegar até Belém

Em Gurupá o vento poeta carimbola
sentindo orgulho do sumano cidadão
Mocambo Comunidade dos Quilombolas
dos heróis dos tempos da escravidão

Menina ribeirinha cidade Amazonense
do Periquito, do Purucuí, do Marajoí
cabocla marajoara, sumana paraense
dos que manejam o Camarão e o Açaí

Lugar onde o sol sempre imponente
sorri pra Maria Ribeira, pro Jocojó
tantos Quilombolas e Remanescentes
guerreiros sumanos cabanos do Marajó

Jetro Fagundes
Farinheiro Marajoara

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

MELGAÇO, a Turquesa do Marajó







MELGAÇO,
a Turquesa do Marajó

"MELGAÇO" é um regaço de cidade
que perto do Marajó inspira canção
no recanto do Cantinho da Saudade

nas cantigas de Jaime, poeta irmão

Encravada bem no meio da floresta
proximidades das águas dos Igapós
ah, onde as estrelas fazem serestas
pros que vivem À MARGEM DOS MARAJÓS

Sem o foco da mídia, grande imprensa
e justamente À Margens dos Marajós
Melgaço se constitui em beleza imensa
que encanta e deslumbra a todos nós

Por ali você navega até dormindo
e se levanta renovado a cada manhã
vendo o sol saindo como sorrindo
lá das bandas da Ilha da Maracanã

Irmã dos ribeirinhos, das ribeirinhas
Melgaço é um desses pedaços de chão
amiga do peixe, do camarão, da farinha

do Açaí, do remo, canoa, embarcação

Ali o pessoal enfrenta dificuldades
(gerados pelos descasos governamentais)
mas inventa mais de mil e uma atividades
pesca, lavoura, trabalhos artesanais...

Sem frequentar a mídia sensacionalista 
a cidade serenamente sim "SE REPRODUZ

NA CONTRA MÃO DO SISTEMA CAPITALISTA" 
com dignidade e com muita fé em Jesus


Cidade que lembra a Turquesa Marajoara
um Ponto em Seguida na Beleza da Canção
tem Professor Hélio Pena, grande cara
saudoso Chico Mamede, cantador da região

Melgaço, regaço das minhas parentelas
eu quantas vezes já saboreei teu Açaí
 
lá pros rumos das lagoas mais belas

no rio Laguna, do Saparará, do Marajoí

Saparará, Marajoí, meus grandes amores
tenho certeza que é pras ILHARGAS dali
que o Arco-Íris ganha muito mais cores
por reverenciar as Tigelas do Açaí
Em Melgaço, em meio à gente serena 
ah, você não tem como não se encantar

com o sorriso de uma Flor de Madalena
gente da gente que aprendemos a amar

Lá em Melgaço você caminha pela orla
e sem perceber já começa a conversar

com os ventos que dão vida à marola
ao banzeiro, pleno sol ou pleno luar

Linda cidade cá eu deixo um abraço
aos sumanos poetas, doce prima Raquel
à tanta gente que é louca por Melgaço
primos Jaime, Marta, irmão Miguel...

Praquelas bandas um abraço envolvente
e um simples e sincero aperto de mão

tem o poder de mudar qualquer ambiente
por que traduzem a beleza do coração

Sim, por ali um aperto de mão caloroso
dado pelo povo da cidade ou do Igapó
ah, é mil e uma vezes bem mais valioso
que os dado por certa gente de paletó

Cidade onde Sonho faz parte do trabalho
       dos que buscam uma transformação real
visionários como Ricardo e Marluth Filho
lutam por Marajoara Universidade Federal

Linda Melgaço do meu povo hospitaleiro
dos marajós legítimos, de muita honradez
quão bom banhar na praia dos Jambeiros
conversando no nosso popular caboclês

Jetro Fagundes
Farinheiro Marajoara

O poema contém citações
de poetas e historiadores
de Melgaço, dentre eles:
Chico Mamede, autor
do Hino da Cidade;
Hélio Pena Baía, profesTsor e Historiador;
Agenor Sarraf Pacheco, poeta,
historiador e autor do livro
"À Margem dos Marajós";
E agradecimento ao primo poeta,
sumano irmão amigo, Jaime Adilton
que muito colaborou com esse poema






domingo, 31 de julho de 2011

MUANÁ, a Flor do Marajó






MUANÁ,
A Flor do Marajó

MUANÁ foi a primeira das cidades
a reconhecer no Pará a Adesão
Cidade duma famosa festividade:
O Tradicional Festival do Camarão

Cinco horas de canoa motorizada
saindo daqui de Belém do rio Guamá
se a vista a cidade querida, amada
marajoara linda, a histórica Muaná

Companheira da bravura, da coragem
esta cidade honrando sua tradição
deu importante suporte à Cabanagem
movimento caboclo contra a opressão

Por ali, nessas terras libertárias
certo evento tem enorme repercussão
é um festival de cultura culinária
onde a atração é o camarão da região

Nada, nada mundo a fora se compara
com Muaná e seu festival de Camarão
tem guitarrada, tem Luta Marajoara
e os pratos típicos de cada estirão

Nos mais variados tipos de pratos
esse evento é uma festa bem popular
com muita gente da cidade e do mato
dos furos, roçados, de todo lugar

Lugar onde camarão, peixe, farinha
juntamente com o inseparável Açaí
são tesouros da cozinha ribeirinha
do Cajuúna, Patauateua, de Mandií

Muaná das calorosas doces acolhidas
à trinta minutos de voadeira dali
o clima mais que agradável te convida
pra ver as praias da Pescada e Mandií

O fato de serem poucas frequentadas
tornam essas e outras praias locais
ah, incomparavelmente mais encantadas
nas cantorias em suas linhas fluviais

Em Muaná tu passas a noite navegando
nos sonhos imaginários, mas bem reais
e acorda com passarinhos te convidando
pra caminhar nas trilhas ambientais

Por ali existe uma linda Cooperativa
Artista da argila, da Fibra, do Tururi
mostrando a força da cadeia produtiva
fazendo bolsas, vasos, chapéus, tipití

Artesãos, poetas marajoaras artistas
já expressaram os muitos encantos daqui
em Feiras de Exposições dos Paulistas
como o Salão de Turismo do Anhembí

Cidade onde se aflora e se aclara
a liberdade no jardim encorajador
Muaná é uma menina Flor Marajoara
de um povo cabano, amigo acolhedor

Jetro Fagundes
Farinheiro Marajoara

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Ponta de Pedras, a Princesinha do Marajó




Ponta de Pedras,
a Princesinha do Marajó

PONTA DE PEDRAS a todos enternece
tem a Praia de Mangabeira, do amor
por ali o mano Vento nunca esquece
Dalcídio Jurandir, Marajoara escritor

Mais ou menos três horas navegando
saindo de Belém, porto do Arapari
você chega sonhando e carimbolando
lá nas terras do camarão, do açaí

Cidade de gente festeira, animada
cada Pedra sua que aflora na maré
diz que alí é o Portão de Entrada
pro Marajó do Vento, um papa chibé

Ponta de Pedras de um popular ditado
que em cada esquina se pode ouvir:
"Depois do Açaí e Camarão saboreados
o único jeito que tem é você dormir"

Casa Cabocla, campos e Personalidades
todos sabem que é pras bandas dalí
que se faz festa para sua magestade:
o marajoara querido, nosso sumano Açaí

Ponta de Pedras linda e folclorista
tem um povo bem pra lá de anfitrião
que sabe acolher visitante, turista
em singelo e caloroso aperto de mão

Região serena, de cativante natureza
se orgulha das coisas belas que tem
começando nas canoas e correntezas
dos rios como Marajó-Açu e Armazém

Ponta de Pedras das áreas costeiras
tem Praia Grande fonte de inspiração
e a famosa, conhecidíssima Mangabeira
linda, doce que nos apaixona de montão

Mangabeira que é bastante procurada
a sua relação bem íntima com o mar
nos convida para uma longa caminhada
com a sensação de flutuar, de levitar

Por alí, onde tudo é demais bonito
você pode tranquilamente saborear
uma boa água de côco, ou peixe frito
com nada, nada mesmo a se preocupar

Ah, Ponta das Pedras das "RIBANCEIRAS"
Dalcídio Jurandir que nunca partiu
fala que "CHOVE NOS CAMPOS DE CACHOEIRA"
no "MARAJÓ" em 'TRÊS CASAS E UM RIO"

Extraordinário socialista paraoara
Dalcídio Jurandir, popular escritor
soube traduzir a vida dos Marajoaras
nos livros que escrevia com candor

Ponta de Pedras de uma gente criativa
no artesanato e nos espaços culturais
tem Cerâmica Marajoara representativa
que decifra as importâncias regionais

Jetro Fagundes
Farinheiro Marajoara

Observação:
As citações em letras maiúsculas,
na décima primeira estrofe
são algumas das obras do escritor marajoara
Dalcídio Jurandir de Ponta de Pedras


sábado, 23 de julho de 2011

Portel, o Paraíso das Ilhas






Portel,
o Paraíso das Ilhas

"PORTEL” irmã da Ilha encantada
é uma cidade que tem sabor de mel
onde as lindas praias esverdeadas
ah, nos lembra um pedacinho do céu

Dezoito horas viajando embarcado
saindo de Belém Flor do Grão Pará
você chega a um recanto encantado
pros rumos das Terras do Arucará

Arucará, que tem sua originalidade
nos povos primitivos desse local
primeiro nome da querida localidade
hoje Portel, um lindo cartão postal

Localidade que é bastante admirada
no Marajó é uma das raras regiões
onde tem água potável esverdeada
que lava a alma e banha os corações

É Por ali que se vivencia a poesia
de sua baía, um espetáculo fenomenal
que além dos mil encantos e magias
contém um lodo com poder medicinal

Um desaguadouro de rios importantes
Camaraipí, Anapu, irmãos dos Pacajás
a baía tem seus desafios constantes
a quem procura lazer, descanso, paz

Linda Portel das águas cantaroladas
dizem ter Igarapé Verde sem igual
Muim-Muim da meninada, criançada
é piscina em correnteza natural

Os Ventos que sopram pras esses lados
vivem lembrando a claríssima vocação
do turismo que precisa ser estimulado
pra que o progresso chegue à região

Falam que ali o sol imponente brilha
dizendo que é admirador, grande fã
de Portel, lindo paraíso das ilhas
filha da Floresta Menina de Caxiuanã

Caxiuanã é uma reserva da localidade
tem rica floresta, caças, tucunarés
e a consciência de sustentabilidade
nos seus rios e abundantes Igarapés

Cidade que é bastante hospitaleira
deixa visível nos portos, nos cais
que tem orgulho das suas cachoeiras
Igarapés e tantos recantos naturais

Lá em Portel você amarra sua rede
após comer as iguarias desse lugar
depois vai poetar com o muito verde
na arborização e na hora de banhar

Por ali os artistas fazem paneiros
e inúmeras outras obras artesanais
inspiradas nos barcos, açaizeiros
das ribanceiras, e tantos mananciais

Linda Portel, és também cidade minha
saudades do meu companheiro tio Jacó
um Poeta que dizia que a tua FARINHA
é a mais deliciosa da Pátria "Marajó"

Esse canto homenagem aos aguidares
é pra Hedmar cá dum Riacho de Ananin;
pra linda Lene e seus verdes olhares;
meu mano Josué e todos do Muim-Muim

Jetro Fagundes
Farinheiro Marajoara



quarta-feira, 20 de julho de 2011

Salvaterra, a Princesa do Marajó







Salvaterra,
a Princesa do Marajó

SALVATERRA, uma terra antológica
que já inspirou poesia, cantarolar
Trilha Radical, Cavalgada Ecológica
e Praias Grandes maiores que o mar

De canoa, barco, navio, caravela
à quatro horas de Belém do Guajará
a gente chega a Salvaterra bela
das revoadas poéticas dos guarás

Terra das muitas magias, belezas
que só indo ali para se constatar,
pois parece um conto de princesas
de fadas, de sonhos e de poetar

Quem vai nesse lugar tão encantado
vai viver o resto da vida pra contar
que ficou de tal maneira apaixonado
com uma intensa vontade de ali ficar

É por ali que a sumana marítima brisa
esclarece como porta voz ambiental:
Conceito de ecoturismo se concretiza
caminhando na Reserva do Bacurizal

Terra dos rebanhos mais admiráveis
cenário ecologicamente espetacular
além dos búfalos e campos inundáveis
tem um expressivo folclore popular

Recanto que nos lembra uma aquarela
onde a gente pode muito bem passear
vivenciando cavalgadas numa bio-tela
em charrete de búfalo, a cantarolar

Salvaterra das belíssimas praias
onde a brisa no solão ou no luar
de biquíni, short ou até de saia
vive brincando, cantando no banhar

Lugar em que a natureza sempre entoa
cantos pras brancas areias da região
e onde Praia Grande, Joanes, Água Boa
são um convite a pura contemplação

Salvaterra é PARÁdisíaca de verdade
é um show marajópaidégua, nota dez
um lugar pra quem busca tranquilidade
nos campos, praias, mangues, igarapés

Terra que conquista seus visitantes
impossível descrevê-la num poema só
já que reúne um conjunto exuberante
de belezas que se resumem em Marajó

Por ali Drummond de Andrade em visita
disse que o Marajó, fantástico lugar
depois que você sente, vive, avista
ainda assim é capaz de não acreditar

Salvaterra Uma Princesa Menina Bela
nos pratos típicos tem seu lindo sabor
e além do que, ainda tem por tabela
um povo humilde, radiante, acolhedor.

Jetro Fagundes
Farinheiro Marajoara

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Santa Cruz Do Arari, Do Lago Mais Santo





Santa Cruz Do Arari,
Do Lago Mais Santo


SANTA CRUZ DO ARARI, encanto lindo
onde os búfalos, na beleza da paz,
convivem singularmente sorrindo
com o marajoara nos campos naturais

Santa Localidade que é dos lugares
mais lindos que se pode encontrar
onde ventos singulares e regulares
vivem sempre nos inspirando a cantar

Santa paragem que a todo instante
estimulado pelo seu clima equatorial
faz parceria com campos verdejantes
formando lírica paisagem original

Menina das privilegiadas oferendas
que a natureza de graça lhe traz
se orgulha dos búfalos das fazendas
dos queijos, rios, pescas artesanais

Santa Cruz do Arari apesar de pequena
à treze horas de barco da capital
além de uma gente simpática, serena
tem no turismo um grande potencial

Por ali o grande destaque magnífico
é o lago Arari, patrimônio ambiental
que além de ter seu valor científico
produz alimento pra população local

Santo Arari dos santuários indigenistas
lá do Jenipapo do nosso artista irmão
onde autênticos Marajoaras Ceramistas
conservam a arte com divina perfeição

Santa Cruz do Arari beleza abundante
é obra prima que um PAIsagista Fiel
colocou no cenário algo bem marcante:
"linda revoada de pássaros no seu céu"

Lugar dos desafios impressionantes
marajoara dos tempos, dos memoriais
tem seis meses de puro sol escaldante
e seis meses de chuvas torrenciais

E ali que vemos com absoluta clareza
a resistência de um maravilhoso povão
se misturando com a força da natureza
nas travessias à pé ou à embarcação

Beleza selvagem e rica naturalidade
os ventos puros que se respiram aqui
cantam pras águas que com sinuosidade
ziguezagueiam no nosso querido Arari

Êita, santa localidade das passaradas
quão maravilhoso é poder estar aí
com peixe bem frito, boas caldeiradas
e o teu sumano caboclo poder ouvir

Santa Cruz Menina do Lago Mais Santo
te ver por aí, é carimbolar aqui, alí
que teus encantos inspiram mil cantos
cantigas nativas do teu alegre Arari


Jetro Fagundes
Farinheiro Marajoara